
Quando a ansiedade aumenta muito, a primeira vontade costuma ser fazer alguma coisa para que aquela sensação passe o mais rápido possível. O corpo fica em alerta, os pensamentos se aceleram e pode surgir a impressão de que é preciso encontrar imediatamente uma maneira de interromper aquilo.
Existem algumas medidas simples que podem ajudar a reduzir a intensidade da ansiedade naquele momento. Respirar mais lentamente, afastar-se por alguns minutos da situação que está provocando tensão, caminhar, beber água, tomar um banho ou conversar com alguém de confiança podem ajudar o corpo a sair gradualmente daquele estado de alerta.
Também pode ser útil diminuir os estímulos ao redor. Se houver muitas informações, telas, barulho ou pessoas falando ao mesmo tempo, procurar um lugar mais tranquilo pode favorecer a recuperação da sensação de segurança.
A respiração merece uma atenção especial. Quando estamos muito ansiosos, podemos respirar de maneira mais rápida e superficial, o que pode aumentar algumas sensações físicas desagradáveis. Tentar respirar de forma mais lenta e confortável pode ajudar. Não é necessário fazer uma técnica complexa. O objetivo é simplesmente permitir que a respiração encontre um ritmo mais tranquilo.
Essas medidas podem trazer algum alívio, mas não existe uma maneira universal de fazer a ansiedade desaparecer rapidamente. E, quando a ansiedade volta repetidamente, conseguir alívio momentâneo não significa que a questão esteja resolvida.
Às vezes, a pessoa passa a organizar a rotina inteira em torno da tentativa de evitar aquilo que provoca ansiedade. Deixa de fazer determinadas coisas, procura controlar situações que não pode controlar ou precisa estar constantemente se certificando de que está tudo bem. O alívio pode acontecer naquele momento, mas a própria preocupação pode continuar ocupando espaço.
Por isso, quando a ansiedade é frequente ou intensa, é importante olhar também para o que está acontecendo para além daquele episódio.
A psicoterapia pode ser um espaço para compreender essa experiência com mais profundidade. Em vez de procurar apenas uma maneira de fazer a sensação desaparecer, pode-se investigar o que desperta a ansiedade, como ela aparece na história daquela pessoa e o lugar que ocupa em sua vida.
Também é importante lembrar que sintomas intensos como falta de ar, dor no peito, desmaio ou alterações importantes no estado físico podem ter outras causas além da ansiedade. Quando os sintomas são novos, muito intensos ou há dúvida sobre sua origem, é importante procurar avaliação médica.
Diminuir a intensidade da ansiedade naquele momento pode ser importante. Compreender por que ela aparece e o que está acontecendo na vida da pessoa pode ser igualmente importante quando ela se torna uma presença frequente.
Fonte
Organização Mundial da Saúde. World Mental Health Report: Transforming Mental Health for All (2022).
Fonte complementar
Organização Mundial da Saúde. CID-11: Classificação Internacional de Doenças.
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