
A ansiedade pode se manifestar de muitas maneiras. Algumas pessoas percebem principalmente uma preocupação que não dá trégua. Outras sentem o corpo inquieto, o coração acelerado ou uma tensão difícil de explicar. Há também quem perceba primeiro alterações no sono, no apetite ou na concentração.
Os sintomas podem aparecer no corpo, nos pensamentos, nas emoções e também na maneira como nos relacionamos com as situações do cotidiano.
Entre as manifestações físicas mais comuns estão aceleração dos batimentos cardíacos, respiração mais rápida ou sensação de falta de ar, tensão muscular, tremores, suor excessivo, desconfortos no estômago, tontura e sensação de cansaço. Algumas pessoas também sentem dificuldade para relaxar ou uma espécie de agitação interna.
Nos pensamentos, a ansiedade pode aparecer como preocupação constante, antecipação de situações que ainda não aconteceram, dificuldade para interromper determinados pensamentos ou uma sensação persistente de que alguma coisa pode dar errado.
Às vezes, a pessoa percebe que está pensando repetidamente sobre uma determinada situação, tentando encontrar uma solução ou se preparar para todas as possibilidades. Mesmo quando sabe racionalmente que talvez não haja motivo para tanta preocupação, pode ser difícil simplesmente parar de pensar.
As emoções também podem mudar. Pode surgir medo, apreensão, irritabilidade, insegurança ou uma sensação de estar sempre em estado de alerta. Em alguns momentos, a pessoa não consegue sequer identificar claramente o que está provocando aquilo que sente.
No cotidiano, a ansiedade pode interferir no sono, na concentração, no trabalho, nos estudos, nas relações ou na disposição para realizar determinadas atividades. Algumas pessoas passam a evitar situações que provocam desconforto. Outras procuram controlar cada detalhe do que acontece, numa tentativa de diminuir a incerteza.
É importante lembrar que sentir um ou mais desses sintomas não significa necessariamente ter um transtorno de ansiedade. A ansiedade faz parte da experiência humana e pode aparecer diante de situações difíceis, mudanças, perdas, conflitos ou momentos de grande expectativa.
A diferença está, entre outros aspectos, na intensidade, na frequência e na duração dessas manifestações e no quanto elas interferem na vida da pessoa. A avaliação de um profissional é necessária para compreender cada caso.
Também é importante considerar que sintomas físicos como falta de ar, palpitações, tontura ou dor no peito podem ter diferentes causas. Quando são intensos, novos ou preocupantes, especialmente quando há dúvida sobre sua origem, é importante procurar avaliação médica.
Do ponto de vista da psicanálise, os sintomas não são apenas sinais que precisam ser classificados. Eles podem também dizer alguma coisa sobre aquilo que a pessoa está vivendo, inclusive quando ela própria ainda não consegue compreender o que está acontecendo.
Por isso, conhecer os sintomas pode ser um primeiro passo, mas talvez não seja suficiente para compreender a própria ansiedade. Depois de reconhecer o que acontece no corpo e nos pensamentos, pode surgir outra pergunta: o que está provocando essa ansiedade? E por que determinada situação produz em mim uma reação tão intensa?
Essas perguntas fazem parte de um processo de compreensão que leva em conta não apenas o sintoma, mas também a história de cada pessoa.
Fonte
Organização Mundial da Saúde. CID-11: Classificação Internacional de Doenças.
Fonte complementar
Ministério da Saúde. Informações sobre ansiedade e saúde mental.
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